![]() A identidade feminina
 
O livro com esse título, da missionária Kari Torjesem Maldolm, foi publicado em 1982, mas só foi considerado assimilável pela Igreja brasileira em 2003 (Editora Vida). No entanto, só é revolucionário na medida em que é absolutamente bíblico. A autora adverte que buscar a identidade em papéis como esposa, mãe, dona de casa ou profissional é um equívoco. Nossa identidade deve se fundamentar no nosso relacionamento com o Pai por meio de Cristo e na capacitação do Espírito Santo. Até Maria encontrou sua identidade principal, não no fato de ser mãe de Jesus, mas “serva do Senhor”. Cada vez que algo substitui Cristo em nós, nos tornamos candidatas a uma crise existencial gerada por frustração e sentimento de fracasso por trair nossa vocação e o desejo mais profundo do nosso coração. Mesmo indo contra nós mesmas, tentamos nos conformar com o papel social dominante, antes o de Amélia, hoje o de profissional. No entanto, todas recebemos dons que precisamos desenvolver para cumprir o nosso chamado.
de sermos criticadas e rejeitadas”  
O Novo Testamento menciona mulheres que deixaram seus papéis sociais para se tornar discípulas de Jesus. Elas foram ensinadas por Ele e o seguiram até a cruz. Andar com Jesus, contra os ensinamentos da época, significou seguir um caminho estreito. Ao se revelar como o Messias para a mulher samaritana, Jesus lhe dá a oportunidade de ser a primeira evangelista. Por sua coragem Madalena teve o privilégio de ser a primeira a presenciar a sua ressurreição e recebeu a missão de anuncia-la aos discípulos, mesmo sendo desacreditada por eles. Paulo, que tinha agradecido diariamente por não ter nascido gentil, escravo ou mulher, passou a mencionar mulheres como co-ajudadoras em quase todas as cidades onde passou. Lídia foi líder da primeira igreja fundada na Europa. No decorrer da História, as mulheres também foram perseguidas porque contribuíram de forma significativa na expansão do Reino e até hoje representam a maioria da força missionária.
 
Só podemos encontrar nossa identidade na relação com Ele. Esta relação nos capacita a quebrar as identidades culturais para nos tornar catalisadoras de mudanças, vozes proféticas e agentes de cura. Os valores do mundo. Aos obedientes, Deus promete a Sua intimidade e alegria do serviço. Sendo fiéis no pouco, Ele nos confiará cada vez mais responsabilidade e multiplicará nossos dons e talentos. Se não, até o pouco que temos nos será tirado. Nunca é tarde para confessar os nossos descaminhos e voltar para o nosso primeiro amor.
  Isabelle Ludovico da Silva, revista Enfoque Gospel |