Lições dos nossos desertos pessoais
Quem nunca ouviu falar em deserto? Lugar árido, seco, desabitado, de sol ardente, de escorpiões, de tempestades de areia.
 
A Bíblia nos diz que Jesus, o filho do Deus altíssimo, foi levado ao deserto para ser tentado. Mesmo sendo Deus, era também homem, sofrendo tentações, sendo constantemente desafiado a desistir do propósito para o qual tinha sido encarnado.
 
Às vezes somos levado pelo Senhor para o deserto. Este lugar não é adequado para se ter uma vida de conforto, de sossego, e é nesse terreno que o sentimento de vulnerabilidade e abandono desafia nossa coragem, determinação e desejo de vencer.
 
Deserto fala de encontro com a nossa limitação e dependência de Deus, ali nossas decisões são direcionadas para a sobrevivência.
 
O todo poderoso nos ensina nesta árida e solitária terra quão frágeis somos, e dependentes de alguém superior a nós.
 
No nosso deserto pessoal somos quebrantados para aprendermos que tudo quanto possuímos nesta vida é pura vaidade, e que nossas riquezas, cultura, beleza exterior, posição social, de nada valem. Lá somos levados a crer e acreditar que o socorro pode vir do Senhor que fez os céus e a terra (mesmo a desértica).
Sofremos, sentimos a ausência de amigos, a sede maior é a de viver, escapar pela vida, correr ao encontro de alguém.
 
Os desertos da nossa vida fazem parte do processo de conquista da esperança, pois segundo a palavra de Deus: “A tribulação produz paciência, a paciência um caráter aprovado; e um caráter aprovado, esperança”. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concede.
 
Neste cenário de provação, aprendemos a priorizar o que é essencial à nossa existência, lá acaba o orgulho, despimo-nos da nossa arrogância, da nossa prepotência, da nossa altivez, nesta hora até quem intitulamos inimigo, seria salvador, seria boa companhia.
 
Sim, somos levados ao deserto para aprender, a fazer a lição de casa, quanta gratidão há no coração daquele que retorna do deserto. Pele queimada, cabelos quebradiços, pés inchados, mas o coração quebrantado, desejoso de aproveitar melhor a vida que nos foi outorgada pelo Senhor.
 
Não sejamos como o povo de Israel que precisou caminhar 40 anos, e mesmo assim segundo nos relata o Salmo 78: 17: “continuaram a pecar contra Deus, e esse revoltaram contra o altíssimo”.
 
Aprenda com seu deserto pessoal, sinta a presença Dele, te guiando, guardando, abrindo a rocha para lhe dar água, providenciando o maná, colocando uma coluna de fogo para te guiar, não tente escapar antes do tempo, Ele é quem vai avaliar o teu nível de aprendizado, somos provados para sermos aprovado.
 
O deserto pessoal de cada um é manifesto de forma diferente, uns tem doenças físicas, problemas pessoais, financeiros, sentimentais, profissionais.
 
Deus conhece os nossos cami-nhos, e nos guia pelas veredas da justiça, entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele o mais Ele fará.
 
... na universidade da dor são poucos os que se graduam.
Pastor Josué José da Costa (JJC), pr.josuedacosta@advalovelho.com
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