O que dizer sobre a vontade do homem?

      Mas o vaso que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando-o num vaso de acordo com a sua vontade. Jer (18v4b)
      Vontade! o que dizer sobre a vontade do homem? Ela é secreta, desafiadora, e quer sempre estar presente em todas as decisões.
      O ser humano por natureza, é possuidor de uma incontrolável vontade de ter todos os seus desejos e anseios realizados a ponto de muitos exagerando na dose, se lançam à aventuras em busca da realização pessoal que redundarão em sofrimento, decepção, dor, e a perda do prazer de viver.
      A pergunta que fica é: O que devo fazer com a minha vontade? O controle desta, depende de renúncia do direito do tão discutido, questionado e ambicionado “livre Arbítrio”, que reina no centro da vida de cada um de nós.
      A palavra do Senhor ensina, que se quisermos que tudo Ele faça por nós, precisamos entregar-lhe a nossa vereda. Caminho é vida, vivência, existência, destino final. Mas quão difícil é!
      O perigo é cair em mãos erradas, que não sabem o que fazer com a massa, e que desconhecem o valor da matéria prima apossada, moldando-a defeituosamente.
      A Palavra do Senhor nos diz que:
      1º - Somos vaso de barro,
      2º - Estamos nas mãos do oleiro.
      Quem melhor para saber o que fazer conosco do que o Senhor?
      Jeremias relata o trabalho de um oleiro que ao manusear o barro na construção de um vaso, o mesmo veio a estragar-se na sua mão, mais se era ele um virtuose no uso do seu instrumento, então o que saiu errado? O que desafinou?
      O barro. Sim! ele precisava ser um pouco mais amassado até que fosse sentido o ponto de liga dando a certeza de que ao ser levado ao fogo para queimar não decepcionaria.
      A sorte daquele barro era a de estar em mãos certas, sim amados, precisamos entender que o melhor na vida, é estar no controle Dele. “Em mãos certas”.
      A vontade que sufoca o nosso grito de liberdade, que escraviza a nossa mente e retém as bênçãos dos céus, precisam ser desesperadamente dirigidas e controladas pelo supremo artífice.
      Cantamos: “Eu tudo a Deus consagro, em Cristo o vivo altar”, mas á primeira aparição de contrariedade, fugimos das mãos protetoras do oleiro celestial, ou a qualquer sinal de resposta negativa que nos é apresentada, queremos deixar o aconchego do carinho do Pai, para que a nossa pobre e desvairada vontade se regale ao som da trilha sonora do “eu”. Quebrar? Sim, mas nas mãos de quem sabe refazer e bem, com perfeição, só assim poderemos dizer: Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim.

Pastor Josué José da Costa (JJC),
pr.josuedacosta@advalovelho.com