Saindo inteiro de uma tragédia
“Uma crise nos ajuda a tornar claros os nossos valores, ao nos mostrar o que realmente importa e o que não importa”
 
Em novembro de 2003, o Sul da Califórnia testemunhou o maior desastre na história do estado. Incêndios queimaram perto de 700 mil acres e destruíram cerca de 3000 casas, matando pelo menos 20 pessoas. Pode ser que não estejamos no centro de uma crise como essa, no entanto, mais cedo ou mais tarde no ministério, você será chamado a ministrar numa situação de dor incomum. Quando isso acontecer, há cinco princípios bíblicos que você precisará ensinar.
 
1. Ensine as pessoas a liberarem sua dor.
 
Pode ser que elas tenham perdido um membro da família ou uma casa ou uma empresa ou mesmo testemunhado uma tragédia da magnitude de um 11 de setembro de 2001. Por isso, choram enquanto sofrem as perdas. As pessoas experimentam todo tipo de emoção quando enfrentam as crises, com medo, raiva, tristeza, depressão, ressentimento, desesperança e dor.
 
A coisa mais importante a ensinar as pessoas que estão experimentando semelhantes emoções é reconhecer estas emoções diante de Deus. Não é bom bloqueá-las ou negá-las. Deus nos criou para sentir-mos emoções e não espera de nós que fiquemos felizes quando estamos sofrendo. Jesus disse que são bem-aventurados os que choram. Isso significa que é correto ser honesto diante da nossa dor. Aprendemos também na bíblia que devemos derramar nossos corações diante de Deus, por que Ele é o nosso refúgio. Deus nos quer confortar na tragédia. Ele está próximo do coração partido e salva os que estão como espírito quebrantado.
 
2. Ensine as pessoas a aceitaram ajuda dos outros.
 
É um erro enorme isolar-se quando você está numa crise. Todos nós precisamos de ajuda, encorajamento e companhia de outras pessoas, especialmente no furacão da tragédia. A bíblia nos lembra que, quando suportamos as cargas uns dos outros, nós obedecemos à Lei de Cristo (Gálatas 6:2).
 
3. Ensine as pessoas que elas podem escolher não ser amargas.
 
Algumas pessoas vivem e morrem com corações amargos, mas viver assim é uma escolha. Nesse sentido, todos temos o poder de decidir como a tragédia vai nos afetar. Se escolhemos a amargura, então, jamais pararemos de nos ferir a nós mesmos. Quando procedemos assim, jogamos pela janela nossa própria felicidade, porque não podemos ser felizes e amargos ao mesmo tempo.
Uma das coisas que aprendi em minhas três décadas no ministério é que não há na vida uma correlação absoluta entre experiências e felicidade. Nenhuma mesmo. Tenho visto pessoas passando por experiências terríveis e que são capazes de manter a felicidade, com atitudes positivas, simplesmente porque essa é a escolha delas. Somos felizes quando escolhemos ser felizes.
 
4. Ensine as pessoas a ver que suas vidas têm muito valor.
 
Uma crise nos ajuda a tornar claros os nossos valores, ao nos mostrar o que importa.
Uma tragédia nos ensina que as maiores coisas do mundo não são coisas, são relacionamentos.
 
5. Ensine as pessoas que este é o tempo de confiarem em Cristo.
 
O apóstolo Paulo escreveu que aprendeu o segredo de ser feliz em todas as circunstâncias, ao por todas as coisas em Cristo (Filipenses 4:11,13). Se você quer ser feliz, não importa o que está ocorrendo, faça o seguinte:
 
· Apóie-se em Cristo para receber estabilidade (Salmos112:6-7).
 
· Ouça a Cristo para ter direção (Jeremias 46:2).
 
· Busque em Cristo um momento quando podemos sair da dependência para algo que jamais nos poderá ser tirado. Por meio da crise, Deus nos ensina que podemos perder casas, empregos, casamentos e saúde, mas jamais perderemos nosso relacionamento com Deus. Ele prometeu que nunca nos deixaria ou abandonaria. É sobre essa garantia eterna que devemos construir nossas vidas (2 Coríntios 1:9-10).
Pr. Rick Warren, revista Enfoque Gospel
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