Ser ou não ser (político) eis a questão
 
numa recente enquete feita em nosso site - que tinha a seguinte pergunta: “Você acredita na honestidade dos políticos cristãos?” 81,25% dos participantes demonstraram descrença na honestidade dos políticos cristãos e apenas 18,75% disseram que sim, que tem confiança nesses políticos.
 
De fato o cenário político nacional, atualmente, não tem inspirado credibilidade; no entanto, isso não é uma conseqüência provocada somente pelo modo de proceder dos que estão no poder (os chamados políticos).
 
Será que temos direito de julgar àqueles que conseguiram chegar no poder? Na verdade não temos só o direito, mas o dever de julgá-los. Porém esse julgamento deve ser feito previamente, isto é, antes de elegermos essas pessoas que posteriormente nos decepcionam.
 
A questão é: Será que temos feito esse julgamento prévio? Na maioria das vezes não. Isso porque nos isentamos de sermos políticos, ou quando ouvimos a palavra “político” mudamos de assunto, não queremos comentar, ou apenas falamos que “todo político é ladrão”.
 
Mas afinal, o que é ser político? Ser político, além de ser alguém que exerce um cargo público eleito pela sociedade, é ser cidadão, é ter diplomacia e polidez, é ter senso crítico para analisar a situação social e tentar mudá-la; e não ficar se esquivando, se isentando de sua responsabilidade.
 
Nosso cenário político está nessa situação porque a população (em massa) é alienada e acredita em belos discursos (em que metade das palavras não são entendidas, pois o povo não tem educação - conhecimento) ou porque decidem votar naquele que tem uma aparência melhor, ou, ainda pior, quando se recusam a ouvir as propostas apresentadas pelo “horário político” exibido na TV.
 
Nos recusamos a fazer esse julgamento prévio, pois isso nos obriga a pensar, a analisar, a avaliar, e a refletir sobre a situação do nosso país. Somos assim porque temos “mania de querer tudo pronto”, queremos até que os outros pensem por nós. Isso é grave. Precisamos mudar esse comportamento, e ser político no sentido de ser cidadão ciente que a sua prática pode transformar essa situação.
Aux. Cleomar Lima
|